Academia Kamla
Como avaliar um track record (e as 5 formas de te enganarem com um)
3 min de leitura
Todo o vendedor de estratégias tem um gráfico a subir. O teu trabalho, antes de confiar um cêntimo a alguém, é descobrir o que foi cortado do gráfico.
As 5 formas clássicas de maquilhar um track record
1. Cherry-picking (a colheita seletiva)
Mostrar os trades bons e "esquecer" os maus. A versão subtil: mostrar apenas o período bom ("resultados desde março!"), quando janeiro e fevereiro foram um desastre. Antídoto: exige o histórico completo desde o primeiro dia, sem buracos.
2. Backtest disfarçado de resultado real
"Esta estratégia rendeu 300% nos últimos 5 anos" quase sempre significa: foi testada contra o passado, sabendo o que ia acontecer. Um backtest honesto é uma ferramenta de investigação, não um resultado. Antídoto: pergunta se as decisões foram publicadas ANTES do resultado ser conhecido.
3. Sobrevivência de contas
Abrir 10 contas, seguir 10 estratégias, mostrar só a que sobreviveu. Comum em grupos de sinais. Antídoto: pergunta quantas variantes/contas existiram e onde estão os resultados das outras.
4. Percentagens sem risco
"+40% em três meses" não significa nada sem saber o risco corrido. Com alavancagem suficiente, qualquer número é possível, até rebentar. Antídoto: exige o drawdown máximo (a maior queda do pico ao vale) ao lado de qualquer retorno. Retorno sem drawdown é meia verdade.
5. Prints e capturas de ecrã
Uma imagem de uma corretora é editável em 30 segundos. Antídoto: dados ao vivo, atualizados automaticamente, com posições visíveis, valem mais do que mil prints.
A checklist do track record confiável
- Completo desde o início, dias vermelhos incluídos
- Ao vivo (decisões registadas antes do resultado)
- Verificável (posições e preços, não só a percentagem final)
- Com métricas de risco (drawdown máximo, exposição)
- Com regime variado (não só meses de mercado a subir)
- Sem "reinícios" convenientes
Um track record que passa esta checklist ainda não garante o futuro, nada garante. Mas elimina 95% do lixo, e é isso que uma decisão informada exige.
A pergunta final
Se alguém te pede confiança (e dinheiro), a pergunta não é "quanto rendeu?". É: "mostras-me tudo, incluindo o que correu mal?" Quem hesita nessa pergunta já ta respondeu.
O track record da Kamla é público, ao vivo e inclui os dias maus, porque é assim que gostaríamos de ser convencidos. Vê em kamla.ai/performance.